
O que você precisa saber sobre infertilidade masculina: causas e tratamentos
Infertilidade Masculina: entenda causas, exames e tratamentos possíveis e veja quando procurar avaliação urológica para planejar os próximos passos.

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A infertilidade masculina pode aparecer mesmo quando não há sintomas evidentes. Entenda as causas, os exames e os caminhos de tratamento antes de adiar uma investigação importante.
Resposta rápida
Infertilidade masculina é a dificuldade de conseguir uma gravidez por alterações na produção, no transporte ou na função dos espermatozoides, além de problemas hormonais, genéticos, anatômicos e comportamentais. A investigação costuma incluir história clínica, exame físico, espermograma e, quando indicado, exames hormonais, ultrassonografia ou testes genéticos. O tratamento depende da causa e pode envolver mudanças de hábitos, medicamentos, cirurgia ou reprodução assistida. Como o fator masculino participa de uma parcela relevante dos casos, o ideal é que o casal seja avaliado em conjunto, sem atribuir a responsabilidade automaticamente à mulher.
Resumo
A infertilidade masculina pode estar ligada à quantidade, mobilidade ou forma dos espermatozoides, mas também a hormônios, obstruções, varicocele e fatores de saúde.
O espermograma é uma peça central da investigação, porém seus resultados precisam ser interpretados junto da história clínica e do exame urológico.
Há tratamentos direcionados para a causa, incluindo medicamentos, cirurgia, técnicas de reprodução assistida e mudanças de hábitos.
A avaliação do casal evita atrasos e ajuda a escolher um caminho compatível com o diagnóstico, a saúde da parceira e os planos reprodutivos.

O que é a infertilidade masculina?
Infertilidade masculina é a incapacidade ou dificuldade de um homem contribuir para uma gravidez natural por alterações relacionadas à produção, ao transporte ou à função dos espermatozoides. Pela definição da Organização Mundial da Saúde, a investigação costuma ser considerada após doze meses de relações sexuais regulares sem proteção e sem gravidez.
A expressão não significa necessariamente ausência total de espermatozoides nem elimina a possibilidade de ter filhos. Em muitos casos, existe uma alteração tratável ou uma quantidade de espermatozoides suficiente para alguma estratégia de reprodução assistida. Por isso, o diagnóstico não deve ser feito apenas pela aparência do sêmen, pelo desempenho sexual ou por uma tentativa que não deu certo.
A infertilidade masculina é uma causa relevante de dificuldade para engravidar e pode ocorrer sozinha ou junto de fatores femininos. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a definição clínica considera a ausência de gravidez após doze meses de relações regulares sem método contraceptivo. A idade da mulher, o tempo de tentativa, o ciclo reprodutivo do casal e a saúde geral também entram na decisão sobre quando investigar.
O primeiro passo costuma ser conversar com um urologista sobre histórico de doenças, cirurgias, infecções, uso de medicamentos, exposição a calor ou substâncias químicas e hábitos de vida. O espermograma avalia a quantidade e a qualidade dos espermatozoides, mas não deve ser lido de forma isolada. A repetição do exame e a solicitação de outros testes dependem do resultado e do contexto. No atendimento do Dr. Ruston Louback, a avaliação urológica considera essas informações para orientar a investigação de forma individualizada.

Quais são as causas da infertilidade masculina?
As causas incluem alterações na produção dos espermatozoides, obstruções no caminho do sêmen, problemas hormonais, varicocele, condições genéticas, lesões, infecções e fatores de estilo de vida. Mais de uma causa pode coexistir no mesmo paciente.
Problemas na produção de esperma
A fabricação dos espermatozoides acontece nos testículos e depende de uma combinação delicada entre células, hormônios e temperatura. Quando essa produção é insuficiente ou os espermatozoides têm desempenho ruim, o espermograma pode mostrar baixa concentração, ausência de espermatozoides, pouca motilidade ou alterações na forma.
Essas alterações recebem nomes médicos como oligozoospermia, azoospermia, astenozoospermia e teratozoospermia. O resultado pode ser influenciado por infecções, febre recente, uso de anabolizantes, alguns medicamentos, doenças dos testículos e exposição a substâncias tóxicas. A avaliação procura diferenciar um achado passageiro de um problema persistente.
Problemas estruturais
Mesmo quando os testículos produzem espermatozoides, uma obstrução pode impedir que eles cheguem ao ejaculado. O bloqueio pode envolver os ductos deferentes ou outras estruturas que transportam o esperma. Cirurgias prévias, infecções, inflamações e algumas condições presentes desde o nascimento podem estar relacionadas a esse quadro.
A investigação combina exame físico, espermograma e, conforme a suspeita, exames de imagem ou avaliação especializada. Identificar o ponto do bloqueio é importante porque algumas obstruções podem ser corrigidas, enquanto outras exigem coleta de espermatozoides e reprodução assistida.
Disfunção hormonal
A produção espermática depende do funcionamento coordenado do cérebro, da hipófise e dos testículos. Alterações nesse eixo podem reduzir a produção de espermatozoides. Baixos níveis de testosterona podem acompanhar sintomas como queda da libido, cansaço e redução da massa muscular, mas a reposição de testosterona por conta própria pode piorar a produção espermática em alguns homens.
Por isso, a dosagem hormonal precisa ser solicitada e interpretada com cuidado. O tratamento não é simplesmente corrigir um número: é entender a origem da alteração e preservar o objetivo reprodutivo.
Varicocele
Varicocele é a dilatação anormal das veias dentro do escroto. Ela pode aumentar a temperatura local e prejudicar o ambiente necessário para a produção dos espermatozoides, embora nem todo homem com varicocele tenha infertilidade ou precise de cirurgia.
Especialistas citados em levantamentos médicos apontam a varicocele como uma das causas mais frequentes de infertilidade masculina, presente em até quarenta por cento dos casos. A decisão de tratar considera exame físico, sintomas, tamanho da alteração, espermograma e os planos do casal.
Problemas genéticos
Alterações genéticas podem afetar o desenvolvimento dos testículos, a produção dos espermatozoides ou a passagem deles pelos ductos. Em casos de contagem muito baixa ou ausência de espermatozoides, o urologista pode considerar testes genéticos, sobretudo quando o resultado influencia a escolha do tratamento e a orientação reprodutiva.
Esse tipo de investigação também pode ajudar a explicar um quadro sem causa aparente e a discutir, com responsabilidade, possíveis implicações para uma futura gestação.
Lesões ou infecções
Traumas nos testículos, cirurgias anteriores e infecções do trato genital masculino podem prejudicar a produção ou bloquear o transporte dos espermatozoides. Infecções sexualmente transmissíveis, quando não tratadas, também podem causar inflamação e cicatrizes.
Nem sempre há dor ou secreção no momento da avaliação. Informar ao médico episódios antigos de infecção, caxumba com complicações, trauma esportivo ou cirurgia é útil mesmo que pareçam assuntos desconectados da fertilidade.
Estilo de vida e fatores ambientais
Tabagismo, consumo excessivo de álcool, drogas recreativas, obesidade, exposição a substâncias tóxicas e calor intenso podem afetar a qualidade do sêmen. O uso de anabolizantes e de medicamentos sem acompanhamento merece atenção especial, pois algumas substâncias interferem diretamente no eixo hormonal e na produção espermática.
A mudança de hábitos não substitui a investigação de causas anatômicas, genéticas ou hormonais. Ela funciona como parte do cuidado geral e pode melhorar as condições de saúde para o tratamento escolhido.

Quais são os tipos de infertilidade masculina?
Os principais tipos são definidos pelo local do problema e pelo padrão encontrado no espermograma. A infertilidade pode ser causada por falha na produção, bloqueio do transporte, alteração funcional ou uma combinação desses fatores.
Na classificação relacionada ao sêmen, azoospermia significa ausência de espermatozoides no ejaculado, enquanto oligozoospermia indica concentração reduzida. Astenozoospermia descreve baixa motilidade, e teratozoospermia se refere à presença de alterações na morfologia. Um mesmo exame pode mostrar mais de uma alteração, como baixa concentração associada a motilidade e morfologia comprometidas.
A azoospermia merece uma investigação cuidadosa porque pode ser obstrutiva ou não obstrutiva, também chamada secretora. Na forma obstrutiva, os testículos podem continuar produzindo espermatozoides, mas existe um bloqueio no trajeto. Na forma não obstrutiva, o problema está principalmente na espermatogênese, o processo de produção.
Também é possível falar em infertilidade primária quando nunca houve uma gestação obtida pelo casal, ou secundária quando uma gravidez já aconteceu no passado e existe dificuldade atual. Essa distinção ajuda a organizar a história, mas não substitui o diagnóstico da causa. Vasectomia, por exemplo, pode causar obstrução intencional do trajeto e exige avaliação específica quando há desejo de paternidade após o procedimento.
Um resultado alterado não deve ser interpretado como sentença definitiva. O espermograma sofre variações e precisa ser correlacionado com exame físico, hormônios, ultrassonografia e, em situações selecionadas, testes genéticos ou avaliação de material obtido diretamente do testículo.
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Qual a probabilidade de um homem estéril ter filhos?
Não existe uma porcentagem única que represente a chance de todo homem considerado estéril ter filhos. O prognóstico depende principalmente de haver produção de espermatozoides, do tipo de azoospermia, da causa identificada, da possibilidade de tratamento e das condições reprodutivas do casal.
A palavra estéril costuma ser usada no dia a dia para descrever uma infertilidade grave, mas ela pode transmitir uma ideia de impossibilidade absoluta antes de a investigação terminar. Um homem com azoospermia obstrutiva pode produzir espermatozoides nos testículos e, em alguns casos, permitir a extração desse material para uso em reprodução assistida. Já na azoospermia não obstrutiva, a produção pode estar muito reduzida, e a avaliação precisa ser mais individualizada.
Uma tese citada na literatura informa que cerca de quarenta por cento dos casos de azoospermia são relacionados a bloqueio físico no sistema ductal masculino. Esse dado ajuda a entender por que descobrir o tipo de azoospermia muda o prognóstico, mas não transforma a porcentagem em uma previsão individual.
A possibilidade de ter filhos com os próprios espermatozoides pode envolver correção de uma obstrução, tratamento de varicocele quando indicado, abordagem de alterações hormonais, coleta de espermatozoides no epidídimo ou no testículo e uso de injeção intracitoplasmática de espermatozoides. Nem toda tentativa é adequada para todo paciente, e a indicação deve considerar o casal, não apenas o resultado masculino.
Quando a investigação não encontra espermatozoides utilizáveis, ainda é necessário conversar com uma equipe de reprodução humana sobre as alternativas disponíveis e sobre os aspectos emocionais e éticos envolvidos. Receber uma resposta realista, sem promessa de sucesso e sem concluir pela impossibilidade antes da hora, é parte do cuidado.

Quais são os tratamentos disponíveis para infertilidade masculina?
O tratamento pode incluir medicamentos, cirurgia ou reprodução assistida, sempre de acordo com a causa encontrada. Antes de escolher uma técnica, é necessário confirmar o diagnóstico e avaliar também a saúde reprodutiva da parceira.
Medicamentos
Medicamentos podem ser usados quando existe alteração hormonal capaz de reduzir a produção de espermatozoides. O objetivo é corrigir o mecanismo relacionado ao problema, e não apenas aumentar a testosterona no exame. Em homens que desejam ter filhos, a testosterona aplicada ou tomada sem indicação pode atrapalhar a espermatogênese, por isso não deve ser iniciada por conta própria.
Em situações específicas, o médico pode prescrever medicamentos que estimulam o eixo hormonal ou tratar infecções e outras doenças associadas. O acompanhamento observa sintomas, exames laboratoriais e resposta do espermograma. Suplementos também não devem ser tratados como solução universal: a escolha depende do diagnóstico e da qualidade das evidências para aquele caso.
Cirurgia
A cirurgia pode ser considerada para corrigir varicocele, desobstruir ductos ou reconstruir estruturas alteradas. A microcirurgia pode ser útil em situações selecionadas, especialmente quando é necessário trabalhar com estruturas delicadas. A indicação depende do exame físico, dos exames complementares, do tempo de infertilidade e dos planos do casal.
Após um procedimento, o acompanhamento verifica a evolução clínica e laboratorial. Quando a cirurgia não é a melhor opção ou não consegue recuperar o transporte dos espermatozoides, pode-se discutir a coleta espermática e a reprodução assistida. A vasectomia também exige uma conversa própria: a reversão não deve ser presumida como garantida, e o planejamento precisa considerar o tempo desde o procedimento e as condições do casal.
Reprodução assistida
A fertilização in vitro permite que óvulo e espermatozoide sejam colocados em contato em laboratório. Na injeção intracitoplasmática de espermatozoides, um espermatozoide é introduzido diretamente no óvulo. Essas técnicas podem ser consideradas quando há alteração importante no sêmen, quando o tratamento clínico ou cirúrgico não resolve a causa ou quando o tempo reprodutivo do casal exige uma estratégia mais direta.
Em alguns casos, os espermatozoides são obtidos por coleta no ejaculado, no epidídimo ou no testículo. A escolha depende do diagnóstico, da reserva ovariana, da idade reprodutiva da parceira e de avaliações feitas pela equipe de reprodução humana. O Brasil tem centros públicos e privados contabilizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e o acesso pelo Sistema Único de Saúde depende do serviço e da gestão local.
Segundo informações disponíveis sobre o SUS, existem nove unidades hospitalares no Brasil que oferecem tratamento para infertilidade. A distribuição inclui uma unidade no Distrito Federal, três em São Paulo, uma em Minas Gerais, duas no Rio Grande do Sul, uma em Pernambuco e uma no Rio Grande do Norte. O tempo de espera e o número de tentativas autorizadas são definidos por cada serviço e pelo gestor local, por isso é importante buscar a unidade de referência e confirmar os critérios vigentes.
Os atendimentos relacionados à infertilidade masculina no SUS passaram de setecentos e vinte e cinco registros em dois mil e quinze para dois mil e quinhentos em dois mil e vinte e quatro, segundo os dados disponíveis. Em dois mil e vinte e cinco, até setembro, já havia mil e quinhentos registros. Esses números mostram uma procura crescente por cuidado, mas não permitem prever o resultado de uma técnica para uma pessoa específica.
Entender um espermograma alterado → Marque uma avaliação com urologista antes de concluir que o resultado define sozinho a sua fertilidade.
Investigar ausência de espermatozoides no ejaculado → Procure identificar se o quadro é obstrutivo ou não obstrutivo, pois essa diferença muda as opções de tratamento.
Ter filhos depois de uma vasectomia → Discuta reversão e coleta espermática com um urologista, considerando o histórico do procedimento e o planejamento do casal.
Avaliar uma possível varicocele → Faça exame urológico e espermograma para saber se há impacto real na produção ou na qualidade dos espermatozoides.
Começar uma investigação de infertilidade como casal → Organize a avaliação dos dois parceiros para evitar que uma causa tratável seja descoberta apenas após longo atraso.
Há alteração no espermograma, mas ainda não existe diagnóstico definido: Comece por uma consulta urológica com revisão do histórico, exame físico e definição dos exames complementares necessários.
Existe azoospermia ou contagem muito baixa de espermatozoides: Investigue produção, obstruções, hormônios e possíveis fatores genéticos antes de escolher reprodução assistida.
Há varicocele, dor, histórico de cirurgia ou infecção genital: Avalie se a condição está relacionada ao espermograma e se existe indicação de tratamento específico.
O casal já pensa em fertilização in vitro ou ICSI: Integre a avaliação urológica à equipe de reprodução humana para alinhar a coleta espermática e o planejamento reprodutivo.

Como a consulta urológica pode ajudar na investigação de infertilidade
Quando um casal enfrenta dificuldade para engravidar, o próximo passo não precisa ser escolher imediatamente uma técnica. O mais útil é organizar a investigação: entender há quanto tempo existem tentativas, revisar doenças e medicamentos, avaliar ereção e ejaculação, solicitar o espermograma quando indicado e examinar os dois parceiros. Essa sequência reduz decisões baseadas em suposições e pode revelar condições tratáveis.
Na prática urológica, a consulta também serve para falar sobre assuntos que muitas vezes ficam escondidos, como uso de anabolizantes, drogas recreativas, cirurgias, infecções sexualmente transmissíveis, trauma testicular e ansiedade de desempenho. Dificuldade de ereção ou ejaculação pode impedir a relação sexual completa, mas não deve ser confundida automaticamente com baixa produção espermática. São problemas diferentes, embora possam coexistir.
A investigação urológica é recomendada quando há alteração no espermograma, histórico de cirurgia ou infecção genital, suspeita de varicocele, dificuldade de ereção ou ejaculação, uso de hormônios para ganho muscular ou tentativa de gravidez sem sucesso. A abordagem pode incluir tratamento clínico e, quando necessário, procedimentos especializados, sempre conectando a decisão ao objetivo reprodutivo do casal.
A consulta urológica oferecida pelo Dr. Ruston da Matta Louback Filho é conduzida por um médico com formação dedicada à Urologia e à Cirurgia oncológica, com formação acadêmica em São Paulo e no Rio de Janeiro. O Dr. Ruston atua em Manhuaçu e região, oferecendo atendimento especializado em problemas urológicos masculinos e femininos, incluindo varicocele e outras condições que podem afetar a fertilidade.
A consulta não substitui a equipe de reprodução humana quando essa etapa é necessária, mas pode organizar o diagnóstico urológico e esclarecer se existe uma condição masculina tratável antes de avançar. Para quem chega com exames prévios, dúvidas sobre o espermograma ou receio de que uma alteração seja definitiva, uma conversa clínica bem conduzida ajuda a transformar informação dispersa em um plano de investigação.
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Perguntas frequentes
Quando o homem deve investigar infertilidade?
A Organização Mundial da Saúde considera a investigação após doze meses de relações regulares sem proteção e sem gravidez. A avaliação pode acontecer antes quando há azoospermia, histórico de cirurgia testicular, varicocele, infecção genital, uso de anabolizantes, dificuldade de ereção ou ejaculação, ou outro fator de risco conhecido.
Qual exame detecta infertilidade masculina?
O espermograma é o exame inicial mais conhecido porque avalia quantidade, motilidade e morfologia dos espermatozoides. Ele pode ser complementado por exame físico, dosagens hormonais, ultrassonografia, testes genéticos e exames para investigar obstruções, conforme a história de cada paciente.
A varicocele sempre causa infertilidade?
Não. Varicocele é uma causa frequente, mas sua presença não significa automaticamente que o homem seja infértil ou precise de cirurgia. A decisão depende do exame físico, dos sintomas, do espermograma e do planejamento reprodutivo.
A azoospermia pode ser tratada?
Depende da causa. Na azoospermia obstrutiva, pode existir produção nos testículos apesar do bloqueio, permitindo discutir correção da obstrução ou extração de espermatozoides. Na forma não obstrutiva, a investigação procura entender o grau da falha de produção e as alternativas disponíveis.
A reposição de testosterona ajuda quem quer ter filhos?
A testosterona por conta própria pode reduzir a produção de espermatozoides e não deve ser usada como tratamento automático da infertilidade. Quando há alteração hormonal, o urologista precisa identificar a causa e escolher uma abordagem que preserve o objetivo reprodutivo.
Vasectomia significa que nunca será possível ter filhos?
A vasectomia bloqueia o transporte dos espermatozoides e exige avaliação específica quando há desejo de paternidade. Dependendo do caso, pode-se discutir reversão ou coleta de espermatozoides para reprodução assistida, sem presumir que uma opção seja adequada para todos.
A infertilidade masculina impede a fertilização in vitro?
Não necessariamente. A fertilização in vitro e a injeção intracitoplasmática de espermatozoides são alternativas para situações selecionadas. A indicação depende do material espermático disponível, da causa masculina e das condições reprodutivas da parceira.
A infertilidade deve ser investigada só no homem?
Não. O ideal é que os dois parceiros procurem ajuda médica, porque fatores masculinos e femininos podem coexistir. A avaliação conjunta evita atrasos e permite escolher uma estratégia coerente com a saúde e os planos do casal.
Glossário
Azoospermia
Oligozoospermia
Astenozoospermia
Teratozoospermia
Varicocele
Espermograma
Fertilização in vitro
ICSI
Escrito por
Ruston LoubackDr. Ruston Louback - Urologista
Formação dedicada a Urologia e Cirurgia oncológica. Mineiro de Manhumirim-MG, realizei minha formação acadêmica em São Paulo e Rio de Janeiro e trouxe para Manhuaçu e região o que há de mais moderno no tratamento de problemas urológicos e oncológicos.

