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O que você precisa saber sobre pedras nos rins: causas, sintomas e tratamentos

Pedras nos Rins: entenda causas, sintomas, riscos, tratamentos e formas de prevenção para cuidar da sua saúde urinária com segurança.

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Ruston Louback
Ruston Louback

Dr. Ruston Louback - Urologista

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Atualizado

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16 min

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21 min

Pedras se formando dentro de um rim humano, com detalhes em close-up.

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Pedras nos rins podem causar uma dor intensa e surgir sem aviso. Entender os sinais, os fatores de risco e as opções de tratamento ajuda a buscar atendimento no momento certo.

Resposta rápida

Pedras nos rins são formações endurecidas que surgem quando minerais e outras substâncias se cristalizam na urina. Elas podem não causar sintomas enquanto permanecem no rim, mas, ao se deslocarem para o ureter, costumam provocar dor forte nas costas, no abdômen ou na virilha, além de sangue na urina, náuseas e vômitos. A avaliação médica define se é possível aguardar a eliminação espontânea, usar medicamentos ou realizar um procedimento. Febre, dor intensa persistente, vômitos que impedem a hidratação e dificuldade para urinar exigem atendimento rápido.

Resumo

  • A urina concentrada facilita a formação de cristais, por isso a hidratação distribuída ao longo do dia é uma medida central.

  • Dor forte nas costas, no abdômen ou na virilha, sangue na urina, náuseas e vômitos são sinais que merecem avaliação.

  • Febre associada à suspeita de obstrução urinária pode indicar uma situação urgente.

  • O tratamento depende do tamanho, da localização e do impacto da pedra, podendo incluir observação, remédios, ondas de choque ou endoscopia.

  • Depois de um episódio, investigar a composição do cálculo e os hábitos de saúde ajuda a reduzir a recorrência.

Um rim humano em corte transversal, revelando a formação de pedras em seu interior.

O que são pedras nos rins?

Pedras nos rins são peças endurecidas, semelhantes a pequenos seixos, formadas quando determinados minerais e substâncias ficam concentrados na urina e se cristalizam. Podem permanecer no rim sem sintomas ou descer pelo ureter, provocando cólica e alterações urinárias.

Os rins filtram o sangue e produzem a urina. Nesse processo, substâncias como cálcio, oxalato e ácido úrico são eliminadas. Quando a concentração delas aumenta ou quando faltam elementos que impedem a cristalização, pequenos cristais podem se unir e crescer, formando um cálculo urinário.

Segundo o NIDDK, as pedras nos rins são peças duras, parecidas com seixos, formadas quando há níveis elevados de certos minerais na urina. A maioria dos cálculos é composta por oxalato de cálcio, conforme publicação do NIH News in Health. Também existem pedras de outros tipos, e identificar a composição pode orientar a prevenção.

O tamanho e a posição do cálculo influenciam muito a experiência do paciente. Uma pedra dentro do rim pode não causar nada. Já uma formação que entra no ureter pode bloquear parcialmente a passagem da urina e desencadear dor intensa. No atendimento do Dr. Ruston Louback, a investigação considera a história clínica de cada pessoa. Homens e mulheres podem desenvolver o problema.

Uma pessoa sentindo dor intensa na região lombar, indicando cólica renal.

Quais são as causas das pedras nos rins?

As principais causas envolvem urina concentrada, excesso de certos minerais, alimentação desequilibrada, herança familiar e doenças que alteram o metabolismo. Em geral, a pedra se forma pela combinação de mais de um fator, e não por um único alimento ou comportamento isolado.

Como os minerais na urina causam pedras?

A urina normalmente mantém várias substâncias dissolvidas. Quando a concentração de cálcio, oxalato, ácido úrico ou outros componentes aumenta demais, eles podem formar cristais. Se esses cristais não forem eliminados, acabam se agrupando e dando origem ao cálculo.

Cerca de 80% das pedras nos rins são cálculos de cálcio, segundo o Endotext do NIH. Isso não significa que a pessoa deva retirar todo o cálcio da alimentação por conta própria. O equilíbrio entre cálcio, oxalato, sal, líquidos e outros fatores é mais importante do que uma restrição indiscriminada.

Qual o impacto da desidratação?

A desidratação deixa a urina mais concentrada. Com menos água para diluir os minerais, torna-se mais fácil a cristalização e o crescimento de uma pedra. Calor, suor intenso, febre, vômitos, diarreia e uma rotina que dificulta beber líquidos podem favorecer esse cenário.

A hidratação precisa ser distribuída ao longo do dia, e não concentrada apenas quando a sede aparece. A cor da urina pode servir como pista prática, embora não substitua avaliação profissional. Pessoas com restrição de líquidos por doença cardíaca ou renal devem conversar com seu médico antes de aumentar o consumo.

Como a alimentação influencia na formação?

Uma dieta rica em sal, proteínas animais e açúcar pode aumentar o risco de cálculos. O excesso de sal, por exemplo, modifica a eliminação de cálcio na urina. Já uma alimentação muito rica em proteínas pode alterar a acidez urinária e favorecer determinados tipos de pedra.

Alimentos ricos em oxalato também podem contribuir em pessoas predispostas. Entre os exemplos citados estão espinafre, beterraba, nozes, chocolate e chá. Isso não quer dizer que todos precisem excluir esses itens. O mais seguro é avaliar quantidade, frequência, hidratação e o tipo de cálculo antes de fazer mudanças radicais.

O padrão alimentar como um todo costuma ser mais relevante do que procurar um único vilão. Menos produtos ultraprocessados e sal, porções equilibradas de proteína, frutas, verduras e ingestão adequada de líquidos formam uma base mais consistente para a prevenção.

Quais fatores familiares aumentam o risco?

Ter familiares com pedras nos rins aumenta a probabilidade de desenvolver o problema. A herança pode influenciar a forma como o organismo absorve, transporta ou elimina minerais. Por isso, contar ao urologista que pais, irmãos ou outros parentes tiveram cálculos é uma informação clínica importante.

Quem já teve uma pedra também apresenta maior chance de ter outra. Segundo os dados disponíveis, o risco de recorrência é citado como 50% maior após um primeiro episódio. Essa informação reforça que a investigação não deve terminar quando a dor passa.

Como problemas de saúde contribuem?

Obesidade, hipertensão e alterações metabólicas podem aumentar a formação de cálculos. Algumas doenças mudam a composição da urina, a acidez urinária ou o modo como os rins eliminam determinadas substâncias. Cirurgias e condições que afetam a absorção intestinal também podem participar desse processo em alguns pacientes.

O histórico completo ajuda a separar uma ocorrência isolada de um padrão recorrente. Medicamentos em uso, hábitos alimentares, episódios anteriores e doenças da família devem ser considerados junto com exames de urina e imagem quando indicados.

Uma pessoa com expressão de dor e desconforto, segurando a barriga.

Quais são os sintomas de pedras nos rins?

A dor de uma pedra nos rins costuma ser forte, vem em ondas e pode mudar de localização conforme o cálculo desce. Outros sinais incluem sangue na urina, náuseas, vômitos, ardência ou aumento da frequência urinária, especialmente quando a pedra se aproxima da bexiga.

Como identificar a dor causada?

A cólica renal geralmente começa na lateral das costas ou na região abaixo das costelas. Depois, pode irradiar para o abdômen inferior, a virilha ou, nos homens, a região genital. A pessoa pode ficar inquieta, trocar de posição e não encontrar uma forma confortável de permanecer sentada ou deitada.

Segundo o NIH News in Health, os sinais comuns incluem dor aguda nas costas, no abdômen inferior ou na virilha, além de sangue na urina. A intensidade não depende apenas do tamanho da pedra: localização, espasmo do ureter e grau de obstrução também interferem.

Nem toda dor lombar é cálculo. Distensões musculares, infecções, problemas da coluna e outras condições podem produzir sintomas parecidos. Por isso, uma dor nova, intensa ou diferente do habitual deve ser avaliada, principalmente quando vem acompanhada de alterações urinárias.

Quais outros sinais de alerta?

A urina pode ficar rosada, avermelhada ou escura por causa de sangue. Também podem surgir náuseas e vômitos, vontade frequente de urinar, ardência e eliminação de pequena quantidade de urina. Quando o cálculo está próximo da bexiga, a urgência urinária pode ficar mais evidente.

Febre e calafrios mudam a gravidade do quadro, sobretudo se houver dor ou dificuldade para urinar. Uma infecção atrás de uma obstrução pode evoluir rapidamente e não deve ser tratada apenas em casa. Vômitos persistentes também preocupam porque dificultam a hidratação e o uso correto de medicamentos.

Um médico examinando um exame de imagem de um rim com pedras.

É perigoso ter pedras nos rins?

Ter uma pedra nos rins pode ser perigoso quando ela bloqueia o fluxo urinário, causa infecção ou provoca dor e vômitos que não cedem. Dor forte, sangue na urina, febre, calafrios, dificuldade para urinar ou suspeita de obstrução justificam avaliação médica, e febre com obstrução é uma situação de urgência.

Quais complicações podem ocorrer?

A complicação mais importante é a obstrução do ureter, que impede ou reduz a passagem da urina. Quando isso acontece, a pressão pode se acumular no sistema urinário e prejudicar o funcionamento do rim, principalmente se o bloqueio persistir.

A pedra também pode favorecer uma infecção urinária complicada. Febre, calafrios, prostração e dor no flanco são sinais que merecem atenção imediata. Náuseas e vômitos intensos podem causar desidratação e impedir que a pessoa mantenha líquidos ou medicamentos.

Mesmo quando a pedra é eliminada espontaneamente, o episódio merece acompanhamento se houver recorrência, sangue persistente na urina, alteração da função renal ou incerteza sobre a causa da dor. O objetivo não é apenas aliviar a crise atual, mas proteger o trato urinário e reduzir novas formações.

Quando procurar um médico?

Procure atendimento rapidamente diante de dor intensa, febre, calafrios, sangue visível na urina, vômitos repetidos, redução importante da urina ou incapacidade de urinar. A combinação de febre e possível obstrução exige cuidado imediato, pois pode demandar drenagem urinária e antibiótico conforme a avaliação médica.

Também é indicado marcar uma consulta urológica quando a dor é recorrente, quando já houve pedra anteriormente ou quando exames mostram alterações. O urologista pode solicitar exame de urina, sangue e imagem para saber se há cálculo, onde ele está e se existe bloqueio.

Não tente suportar uma dor incapacitante por vários dias nem use sobras de remédios sem orientação. Dr. Ruston Louback, Urologista, recomenda que a intensidade dos sintomas seja considerada junto com o estado geral do paciente, e não como único critério para decidir se há risco.

Um copo de água com limão e rodelas de limão ao lado.

Quais são as opções de tratamento para pedras nos rins?

O tratamento depende do tamanho e da localização da pedra, da intensidade dos sintomas, da presença de obstrução, infecção e das condições de saúde do paciente. Pode envolver observação, medicamentos para dor e para facilitar a passagem, ondas de choque ou remoção por endoscopia e cirurgia.

Quais são os tratamentos médicos disponíveis?

A eliminação espontânea ocorre em 80% dos casos, segundo o Ministério da Saúde. Quando a pedra é pequena, não há infecção nem obstrução relevante e a dor está controlada, o urologista pode recomendar observação, hidratação orientada e acompanhamento por exames. Ainda assim, esperar não significa abandonar o acompanhamento: é preciso confirmar a saída ou a resolução do cálculo.

Analgésicos são usados para controlar a cólica, e alguns medicamentos podem relaxar o ureter e facilitar a passagem da pedra. A intensidade dos sintomas deve ser considerada junto com o estado geral do paciente, e não como único critério para decidir se há risco. Se o cálculo não progride, se a dor continua ou se há bloqueio, o especialista pode indicar uma intervenção.

As ondas de choque fragmentam a pedra de fora para dentro, sem uma incisão convencional. A endoscopia permite alcançar o cálculo pelo canal urinário, fragmentá-lo e retirar seus fragmentos. Em situações específicas, outros procedimentos podem ser necessários. A escolha considera exames de imagem, anatomia, composição provável e urgência clínica.

Como a cirurgia é realizada?

Os procedimentos atuais para cálculos urinários são frequentemente minimamente invasivos. Na ureteroscopia, o médico introduz um aparelho fino pelo canal urinário até localizar o cálculo. Ele pode usar energia para fragmentar a pedra e retirar os pedaços com instrumentos delicados. Em alguns casos, um cateter interno temporário ajuda a manter a drenagem enquanto o ureter se recupera.

Para pedras maiores ou localizadas em determinadas regiões do rim, pode ser indicada uma abordagem percutânea, feita por uma pequena abertura na pele para alcançar o sistema coletor. A litotripsia por ondas de choque é outra possibilidade, quando as características do cálculo permitem esse método.

A indicação não deve ser tomada apenas pelo tamanho estimado da pedra. Localização, densidade, sintomas, infecção, anatomia do trato urinário e função renal influenciam o planejamento. O urologista explica o tipo de anestesia, os cuidados depois do procedimento e a necessidade de análise dos fragmentos.

Quais remédios podem ajudar?

Analgésicos como ibuprofeno e naproxeno podem ser usados em algumas situações para aliviar a dor, desde que o paciente não tenha contraindicações. Pessoas com doença renal, gastrite ou úlcera, uso de anticoagulantes, alergias, gestação ou outras condições precisam de orientação individual antes de usar anti-inflamatórios.

Alfa-bloqueadores são exemplos de medicamentos que podem facilitar a passagem de alguns cálculos, especialmente em determinados trechos do ureter. Eles não funcionam da mesma forma para todas as pessoas e não substituem a avaliação por imagem quando há dor persistente.

Antibióticos não tratam a pedra em si. Eles podem ser necessários quando existe infecção confirmada ou fortemente suspeita, sempre com prescrição. A prioridade muda quando há febre e obstrução: nesse contexto, o médico pode precisar desobstruir o sistema urinário antes de resolver definitivamente o cálculo.

Uma pessoa bebendo um copo de água em um ambiente claro.

Como prevenir pedras nos rins?

A prevenção começa por manter a urina menos concentrada, moderar sal, açúcar e proteínas, e investigar a composição da pedra quando possível. Quem já teve cálculo deve receber uma orientação personalizada, porque a melhor dieta depende do tipo de cristal e das condições de saúde.

Qual a importância da hidratação?

Beber água ao longo do dia aumenta a diluição da urina e reduz a chance de os minerais se concentrarem a ponto de cristalizar. A rotina precisa incluir líquidos em dias quentes, durante exercícios e após períodos de suor, salvo quando houver orientação médica para restringi-los.

Não é necessário esperar a sede ficar intensa. Deixar uma garrafa acessível, beber em diferentes momentos e observar mudanças persistentes na cor da urina são estratégias simples. Bebidas muito açucaradas não devem substituir a água como principal fonte de hidratação.

Pessoas que trabalham ao ar livre, praticam atividade física ou vivem em regiões quentes precisam prestar atenção especial à perda de líquidos. Quem tem insuficiência cardíaca, doença renal avançada ou outra restrição deve seguir o plano definido pela equipe de saúde.

Como uma dieta balanceada ajuda?

Reduzir o excesso de sal ajuda a diminuir um dos estímulos associados à formação de cálculos. Também é útil limitar açúcar em excesso, equilibrar as porções de proteína e preferir alimentos in natura ou minimamente processados. Essas escolhas favorecem a saúde metabólica, que se relaciona ao risco de pedras.

O cálcio alimentar não deve ser retirado sem orientação. Em algumas pessoas, consumir cálcio adequado junto das refeições ajuda a reduzir a absorção intestinal de oxalato. Já a restrição de alimentos como espinafre, beterraba, nozes, chocolate e chá só deve ser considerada de modo individual, porque o benefício depende da composição do cálculo e do restante da dieta.

Depois de um episódio, a análise da pedra, quando disponível, e exames de urina podem mostrar qual ajuste faz sentido. Uma recomendação genérica pode ser insuficiente para quem forma cálculos repetidamente.

Quais hábitos saudáveis ajudam a prevenir pedras nos rins?

Manter peso saudável, controlar a pressão arterial, praticar atividade física compatível com sua condição e acompanhar doenças metabólicas ajuda a reduzir fatores associados aos cálculos. O cuidado também inclui não interromper remédios prescritos sem conversar com o médico e revisar tratamentos quando houver recorrência.

Guardar informações sobre a crise, exames e eventual fragmento eliminado facilita a investigação de novos episódios. Se houver uma pedra, coar a urina pode permitir sua recuperação para análise, desde que essa orientação seja dada pela equipe que acompanha o caso.

A prevenção funciona melhor quando vira rotina. Em vez de mudar tudo por poucos dias, o paciente pode começar por hidratar-se adequadamente, reduzir o sal das refeições e marcar uma avaliação se já teve cálculo. O próximo passo é conversar com um urologista para transformar o histórico individual em um plano realista e seguro.

  • Entender se sua dor pode ser uma pedra nos rins → Observe a localização da dor e os sintomas urinários, mas procure avaliação para confirmar a causa.

  • Aguardar a eliminação de um cálculo → Faça isso somente com acompanhamento, especialmente se houver dor persistente, obstrução ou alteração da função renal.

  • Aliviar uma crise com segurança → Busque orientação sobre o analgésico adequado e não use sobras de medicamentos.

  • Reduzir o risco de novas pedras → Mantenha hidratação ao longo do dia, modere sal e açúcar e investigue a composição do cálculo.

  • Saber quando é urgente → Procure atendimento rápido se houver febre, calafrios, vômitos persistentes, sangue na urina ou dificuldade para urinar.

  • Pessoa com dor forte e febre: Procure atendimento imediato, pois pode existir infecção associada a obstrução.

  • Pessoa com pedra diagnosticada e sintomas controlados: Siga o acompanhamento urológico para confirmar a eliminação e decidir se é necessário tratamento ativo.

  • Pessoa com episódios recorrentes: Solicite uma investigação preventiva, incluindo avaliação da composição do cálculo e dos fatores metabólicos.

  • Pessoa sem sintomas, mas com cálculo encontrado em exame: Converse com um urologista para definir observação, exames de controle ou intervenção conforme o risco.

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Perguntas frequentes

Pedras nos rins sempre causam dor?

Não. Uma pedra pode permanecer dentro do rim sem provocar sintomas. A dor costuma aparecer quando ela se desloca para o ureter, irrita a via urinária ou dificulta a passagem da urina.

O que fazer durante uma cólica renal?

Procure avaliação médica para confirmar a causa e receber orientação sobre analgesia. Não use medicamentos por conta própria, especialmente se tiver doença renal, gastrite, alergias, usar anticoagulantes ou estiver grávida.

Febre com pedra nos rins é perigosa?

Pode ser. Febre, calafrios e mal-estar associados a dor ou dificuldade para urinar podem indicar infecção com obstrução e exigem atendimento rápido.

Toda pedra precisa de cirurgia?

Não. Algumas pedras podem ser eliminadas espontaneamente com acompanhamento. Procedimentos são considerados quando há obstrução, infecção, dor persistente, falha na eliminação ou características que tornam a espera inadequada.

Beber água dissolve a pedra?

A água ajuda a diluir a urina e pode favorecer a eliminação de alguns cálculos, mas não dissolve todos os tipos de pedra. A conduta depende da composição, da localização e do tamanho do cálculo.

Quem já teve pedra vai ter novamente?

O risco de recorrência é maior depois do primeiro episódio. Por isso, vale investigar a composição da pedra, os hábitos alimentares, a hidratação e possíveis condições de saúde associadas.

Posso cortar todo o cálcio da alimentação?

Não faça essa mudança sem orientação. O cálcio alimentar participa do equilíbrio da dieta, e a conduta adequada depende do tipo de cálculo e dos resultados da investigação.

Mulheres também podem ter pedras nos rins?

Sim. Pedras nos rins podem ocorrer em homens e mulheres. Os sintomas e a necessidade de avaliação são determinados pelo quadro clínico, não pelo sexo do paciente.

Glossário

Cálculo urinário
Formação endurecida de cristais que pode surgir nos rins ou em outras partes do trato urinário.
Cólica renal
Dor intensa causada principalmente pela passagem ou movimentação de um cálculo no ureter.
Ureter
Canal que leva a urina de cada rim até a bexiga.
Obstrução urinária
Bloqueio parcial ou completo do fluxo da urina.
Ureteroscopia
Procedimento endoscópico que permite localizar, fragmentar e retirar cálculos pelo canal urinário.
Litotripsia
Tratamento que fragmenta a pedra, podendo usar ondas de choque ou energia aplicada durante a endoscopia.
Ruston Louback

Escrito por

Ruston Louback

Dr. Ruston Louback - Urologista

Formação dedicada a Urologia e Cirurgia oncológica. Mineiro de Manhumirim-MG, realizei minha formação acadêmica em São Paulo e Rio de Janeiro e trouxe para Manhuaçu e região o que há de mais moderno no tratamento de problemas urológicos e oncológicos.

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