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Quando fazer o exame de próstata: recomendações e importância

Quando fazer exame de próstata? Entenda idade, PSA, toque retal, sintomas e preparo para conversar com o urologista.

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Ruston Louback
Ruston Louback

Dr. Ruston Louback - Urologista

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Homem de meia-idade sorrindo, com as mãos nos quadris, em um fundo de consultório médico desfocado.

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Entender quando fazer exame de próstata ajuda a planejar a prevenção sem esperar sintomas. A idade de início depende do risco individual e de uma conversa cuidadosa com o urologista.

Resposta rápida

Para homens sem fatores de risco, a Sociedade Brasileira de Urologia recomenda avaliação individualizada a partir dos 50 anos. Homens negros ou com histórico familiar de câncer de próstata devem conversar com o urologista a partir dos 45 anos, e casos familiares mais intensos podem justificar avaliação desde os 40 anos. A decisão envolve PSA, toque retal, expectativa de vida, saúde geral e preferências do paciente. Quem tem sintomas urinários, sangue na urina ou no sêmen deve procurar atendimento sem esperar a idade de rastreamento.

Resumo

  • A avaliação preventiva costuma começar aos 50 anos para homens sem fatores de risco, com decisão individualizada.
  • Histórico familiar, pele negra, obesidade e alterações genéticas podem antecipar a conversa com o urologista.
  • PSA e toque retal fornecem informações diferentes e podem ser complementados por ressonância ou biópsia.
  • O câncer inicial costuma ser silencioso, por isso sintomas não devem ser usados como único sinal de segurança.
  • Preparar o PSA exige evitar bicicleta, motocicleta, ejaculação e procedimentos urológicos nos dias anteriores, conforme orientação do laboratório.
Close-up de um médico segurando um modelo anatômico da próstata.

O que é o exame de próstata?

O exame de próstata é uma avaliação preventiva que procura alterações na glândula, incluindo sinais que podem estar relacionados ao câncer. Ela costuma combinar a consulta clínica, o toque retal e a dosagem do PSA, conforme a indicação médica.

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, localizada próxima à bexiga e à uretra. Como fica em uma região que influencia o fluxo urinário, alterações prostáticas podem aparecer tanto em exames de prevenção quanto durante a investigação de dificuldade para urinar.

Quando se fala em exame de próstata, não se trata de um único procedimento. O urologista reúne a história de saúde, os antecedentes familiares, o exame físico e os resultados laboratoriais para entender se existe alguma alteração que mereça acompanhamento. O exame preventivo identifica possíveis mudanças na glândula, mas não significa que toda alteração seja câncer.

A hiperplasia prostática benigna, conhecida como HPB, é comum após os 50 anos e pode causar dificuldade para iniciar a micção, jato fraco, vontade frequente de urinar e sensação de esvaziamento incompleto. Esses sintomas podem ter causas diferentes, por isso a avaliação não deve ser substituída por uma interpretação isolada do PSA ou por pesquisas na internet.

Também é importante separar rastreamento de investigação. O rastreamento procura doença em quem não apresenta queixas. Já a investigação acontece quando há sintoma, alteração no exame físico ou resultado laboratorial que precise ser esclarecido. Em qualquer das situações, a conversa franca com o urologista ajuda a escolher os próximos passos.

Gráfico de barras mostrando faixas etárias para exames de próstata.

Quando devo começar a fazer o exame de próstata?

Para homens sem fatores de risco, a referência mais usada é conversar com o urologista a partir dos 50 anos. Quando há histórico familiar, pele negra ou outros fatores relevantes, essa conversa costuma começar aos 45 anos, podendo ser antecipada para os 40 anos em situações específicas.

A partir de qual idade?

A idade de início não deve ser vista como uma regra automática para todos. A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda avaliação individualizada a partir dos 50 anos para homens sem fatores de risco. O Ministério da Saúde, por sua vez, não recomenda rastreamento populacional indiscriminado, posição reafirmada em nota técnica publicada em 2023. Na prática, isso reforça a importância de decidir com um profissional, considerando benefícios, possíveis resultados falso positivos, exames adicionais e a saúde geral.

Para homens negros ou com histórico familiar de câncer de próstata, a Sociedade Brasileira de Urologia recomenda antecipar a avaliação para os 45 anos. O protocolo clínico setorial do Governo Federal também inclui homens com mais de 45 anos que estejam nesses grupos. A recomendação não significa que o diagnóstico esteja presente, mas que o risco pode justificar uma conversa mais cedo.

Depois dos 75 anos, a avaliação pode continuar quando a expectativa de vida for superior a 10 anos. Essa decisão leva em conta autonomia, doenças associadas, disposição para investigar alterações e o que o paciente considera importante. A prevenção deve fazer sentido para a pessoa, e não ser uma rotina feita sem discutir consequências.

Algumas situações pedem atenção ainda mais precoce. O protocolo do Governo Federal cita PSA acima de 1 ng/ml aos 40 anos e resultado positivo para BRCA1 ou BRCA2 como fatores de risco elevado. Histórico familiar extenso, especialmente com parentes próximos diagnosticados em idade mais jovem, também merece ser informado ao urologista.

E se houver histórico familiar?

Ter pai, irmão ou outro parente de primeiro grau com câncer de próstata muda a conversa. Segundo dados clínicos disponíveis, ter pai ou irmão diagnosticado antes dos 60 anos pode elevar o risco de três a dez vezes em comparação com a população geral. Por isso, não espere aparecer alteração urinária para contar essa história ao médico.

Na consulta, informe quem teve a doença, qual era o grau de parentesco, em que idade ocorreu o diagnóstico e se existem casos de câncer de mama, ovário, pâncreas ou próstata na família. Esse conjunto de informações pode sugerir uma predisposição hereditária e orientar uma estratégia de acompanhamento mais cuidadosa.

A periodicidade também é individual. A avaliação pode ser anual ou ocorrer em intervalos mais amplos, como a cada quatro anos, dependendo do PSA, do toque retal, da idade, do risco e dos exames anteriores. Não é adequado copiar a frequência de um familiar ou repetir exames por conta própria.

O Dr. Ruston Louback entende a prevenção urológica como um processo de decisão compartilhada. Em vez de tratar a idade como um alarme isolado, o ideal é organizar o histórico e discutir qual combinação de exames oferece informação útil para aquele paciente.

Homem mais velho tocando a parte inferior das costas com expressão de desconforto.

Quais são os tipos de exame de próstata?

Os exames mais comuns são o toque retal e o PSA no sangue. Quando os resultados levantam dúvida, o urologista pode solicitar exames complementares, como ressonância multiparamétrica e biópsia.

Exame de toque retal

O toque retal é feito no consultório pelo urologista. Com luva e lubrificante, o médico examina a parte acessível da próstata pelo reto, avaliando tamanho aproximado, consistência e possíveis áreas endurecidas ou irregulares. É um exame rápido e, em geral, indolor, embora possa causar constrangimento ou uma sensação passageira de pressão.

O toque não substitui o PSA. A próstata pode apresentar uma alteração perceptível ao exame físico mesmo quando o resultado do sangue não chama atenção, e o contrário também pode acontecer. O valor do procedimento está em acrescentar uma informação clínica que será interpretada junto com idade, sintomas e histórico.

A consulta é um espaço adequado para esclarecer como o exame será realizado. Respirar lentamente, relaxar a musculatura e avisar se houver dor ajudam a tornar o momento mais confortável. O paciente também pode perguntar sobre a finalidade do exame e sobre os resultados que serão avaliados.

Exame de PSA

PSA significa antígeno prostático específico. Trata-se de uma substância produzida pela próstata, medida por uma coleta de sangue. Um valor elevado pode aparecer em câncer, mas também em aumento benigno da próstata, inflamação ou outras situações. Por isso, o PSA não confirma câncer sozinho e não deve ser interpretado fora do contexto.

Para aumentar a confiabilidade da coleta, recomenda-se evitar esportes intensos que pressionem a região, como bicicleta ou motocicleta, por 48 a 72 horas. Também é indicado manter abstinência sexual por 48 horas e não realizar toque retal, cistoscopia ou outros procedimentos urológicos nos dias anteriores, conforme orientação do serviço que fará o exame.

Mais importante do que olhar um número isolado é acompanhar a evolução e conversar sobre a faixa esperada para a idade, o volume da próstata e os resultados prévios. Se houver alteração, o próximo passo pode ser repetir a dosagem em condições adequadas ou investigar com métodos adicionais, sem concluir antecipadamente que existe um tumor.

Exames complementares

A ressonância multiparamétrica da próstata produz imagens detalhadas e pode ajudar o urologista a localizar áreas suspeitas, avaliar a extensão de uma alteração e planejar uma eventual biópsia. Ela não é obrigatória para todas as pessoas em avaliação preventiva; sua indicação depende dos dados reunidos na consulta.

A biópsia retira pequenos fragmentos da próstata para análise no laboratório. É o exame que pode confirmar a presença de células cancerosas quando existe indicação clínica. Como é um procedimento invasivo, precisa ser planejado com cuidado, incluindo avaliação de medicamentos, alergias e risco de infecção.

Quando a biópsia é indicada, o paciente pode precisar de jejum de seis a oito horas e antibióticos iniciados alguns dias antes, conforme o protocolo médico. A orientação exata vem da equipe responsável pelo procedimento. Não interrompa anticoagulantes nem comece antibióticos por conta própria.

Médico conversando com paciente em consultório, ambos com expressões sérias.

Quais são os sinais de problemas na próstata?

Sintomas iniciais

O câncer de próstata costuma ser silencioso em sua fase inicial. Isso significa que a ausência de sintomas não comprova que está tudo bem e não deve ser usada para adiar uma avaliação indicada pelo risco. A prevenção existe justamente porque alterações importantes podem não produzir sinais perceptíveis.

Quando aparecem queixas urinárias, elas não apontam automaticamente para câncer. Aumento benigno da próstata, infecção urinária, alterações da bexiga e outras condições também podem causar sintomas parecidos. Ainda assim, dificuldade para iniciar o jato, redução da força do fluxo, gotejamento após urinar ou sensação de que a bexiga não esvaziou merecem avaliação.

Sintomas irritativos também são relevantes. Entre eles estão vontade urgente de urinar, aumento da frequência durante o dia, perda involuntária de urina e necessidade de levantar repetidamente à noite. A leitura do conjunto, e não de uma queixa isolada, orienta a investigação.

Se o jato mudou gradualmente, se a frequência urinária passou a atrapalhar o sono ou se a pessoa precisa fazer força para urinar, marque uma consulta. O artigo sobre sintomas da próstata aumentada pode ajudar a reconhecer padrões, mas não substitui exame clínico.

Sintomas avançados

Em fases avançadas, podem surgir retenção urinária, dor ou ardência ao urinar e sangue na urina ou no sêmen. Dor persistente nas costas, quadris ou ossos também precisa ser comunicada, especialmente quando aparece junto de alterações urinárias ou perda de peso sem explicação.

A presença desses sinais não determina sozinha a causa. Eles podem estar relacionados a condições benignas ou infecciosas, mas exigem atenção porque os sintomas do câncer frequentemente só aparecem quando a doença já avançou e as chances de cura são menores.

Retenção urinária aguda, sangue visível na urina, febre associada a dificuldade para urinar ou dor intensa justificam atendimento rápido. Não espere completar a idade indicada para rastreamento quando há sintomas. A prioridade passa a ser investigar a causa e aliviar o problema com segurança.

Mãos de um profissional de saúde preparando equipamento médico esterilizado.

Qual a importância do diagnóstico precoce?

Taxas de sobrevida

Detectar uma alteração cedo pode ampliar as opções de tratamento e facilitar decisões proporcionais ao risco. Quando diagnosticado nos estágios iniciais, o câncer de próstata apresenta índices de cura acima de 90%, segundo os dados disponibilizados para este conteúdo. Esse resultado explica por que a prevenção não deve depender apenas do surgimento de sintomas.

O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens no Brasil, e há estimativa de surgimento de 72 mil casos por ano no país. Em escala mundial, ele ocupa a 15ª posição entre as causas de morte por câncer em homens e representa cerca de 6% do total dessas mortes. Esses números mostram a dimensão do problema, mas não substituem a avaliação individual.

Quando a doença está localizada, podem ser discutidas vigilância ativa, cirurgia ou radioterapia, incluindo modalidades externa e braquiterapia. Em situações localmente avançadas, cirurgia e radioterapia também podem ter intenção de cura. Mesmo em doença avançada, existem tratamentos com finalidade paliativa, capazes de controlar a doença e preservar tempo e conforto com acompanhamento médico.

O caminho escolhido depende do risco do tumor, idade, outras condições de saúde, expectativa de vida e preferências do paciente. Diagnóstico precoce não significa tratamento agressivo para todos. Significa ter mais informação para decidir com calma.

Impacto na qualidade de vida

A próstata está relacionada à urina e à função sexual, por isso tanto a doença quanto alguns tratamentos podem afetar a rotina. O diagnóstico em fase inicial permite conversar antecipadamente sobre continência, ereção, fertilidade quando pertinente, retorno às atividades e acompanhamento após o tratamento.

Também existe um impacto emocional. Esperar um resultado, realizar uma biópsia ou ouvir a palavra câncer pode gerar ansiedade. Explicar cada etapa, separar suspeita de confirmação e oferecer espaço para perguntas torna o processo menos confuso. A família pode participar quando o paciente desejar, respeitando sua autonomia.

Cuidar do peso e da alimentação faz parte da saúde geral. Uma dieta com mais vegetais, como brócolis, frutas e tomate, e menor presença de gordura animal, carnes e embutidos pode contribuir para hábitos protetores, embora não substitua os exames indicados. A prática de atividade física compatível com a saúde também deve ser discutida com a equipe.

Ignorar a prevenção pode levar a um diagnóstico tardio, quando as opções se tornam mais invasivas e o impacto na qualidade de vida tende a ser maior. O melhor momento para organizar a avaliação é antes de existir uma urgência, especialmente se houver risco familiar ou outro fator relevante.

Como se preparar para o exame de próstata?

Como se preparar para o exame de próstata?

Antes do PSA, evite situações que possam alterar temporariamente o resultado e siga as instruções do laboratório. Durante a consulta, espere uma conversa sobre seu histórico, possíveis sintomas e a necessidade de toque, PSA ou exames complementares.

Orientações gerais

Leve exames anteriores, lista de medicamentos, informações sobre cirurgias urológicas e o histórico de câncer na família. Diga se pai, irmão ou outro parente teve câncer de próstata, em que idade e se há outros tumores relevantes entre familiares. Essa preparação torna a consulta mais objetiva e ajuda o médico a avaliar risco.

Para o PSA, evite bicicleta e motocicleta ou outros esportes intensos que pressionem a região por 48 a 72 horas antes da coleta. Mantenha abstinência sexual por 48 horas e avise o laboratório se houve toque retal, cistoscopia ou outro procedimento urológico recente. A equipe informará se há necessidade de jejum ou alguma orientação adicional.

Não suspenda remédios sem autorização. Anticoagulantes, medicamentos para urinar, hormônios e tratamentos para outras doenças podem influenciar a conduta. Se houver indicação de biópsia, confirme o jejum de seis a oito horas e o uso de antibiótico prescrito, caso a equipe tenha incluído essa medida.

Uma consulta urológica com o Dr. Ruston Louback pode ser o momento de organizar essa investigação de maneira individualizada. A atuação do médico inclui acompanhamento clínico e procedimentos urológicos e oncológicos, com indicação definida conforme a necessidade de cada paciente.

O que esperar durante o exame?

A consulta começa com perguntas sobre urina, função sexual, dor, cirurgias, doenças anteriores e casos de câncer na família. Depois, o urologista explica quais exames fazem sentido. O toque retal, quando indicado, é rápido e realizado no consultório; o PSA exige apenas a coleta de sangue.

O médico pode recomendar os dois exames porque eles observam aspectos diferentes da próstata. Um resultado alterado não equivale a diagnóstico de câncer. Dependendo do caso, pode ser necessário repetir a coleta, acompanhar a evolução ou solicitar ressonância multiparamétrica e biópsia.

Ao final, peça um plano claro: qual exame será feito, como se preparar, quando revisar o resultado e quais sintomas exigem retorno antecipado. Prevenção não é uma prova que o paciente precisa enfrentar sozinho. É uma decisão clínica compartilhada, com espaço para dúvidas e escolhas conscientes.

Se você está na faixa etária recomendada, tem histórico familiar, pertence a um grupo de maior risco ou apresenta sintomas, o próximo passo é marcar uma avaliação com urologista. Leve suas perguntas e não espere o desconforto aumentar para buscar orientação.

  • saber quando iniciar a prevenção sem fatores de riscoConverse com um urologista a partir dos 50 anos para decidir se PSA e toque retal fazem sentido.
  • seu pai ou irmão teve câncer de próstataProcure avaliação a partir dos 45 anos e leve detalhes sobre a idade do diagnóstico.
  • entender sintomas urinários persistentesMarque consulta sem esperar a idade de rastreamento, pois a investigação de sintomas é diferente da prevenção.
  • fazer o PSA com preparo adequadoEvite bicicleta, motocicleta e ejaculação nos períodos orientados, além de informar procedimentos urológicos recentes.
  • interpretar um PSA alteradoNão tire conclusões sozinho: leve o resultado ao urologista, que poderá indicar repetição, acompanhamento, ressonância ou biópsia.
  • Homem sem histórico familiar conhecido e sem sintomas: A partir dos 50 anos, faça uma avaliação individualizada com urologista antes de decidir os exames.
  • Homem negro ou com pai ou irmão diagnosticado com câncer de próstata: Antecipe a conversa para os 45 anos, com atenção ao histórico familiar e aos resultados anteriores.
  • Homem com vários casos na família, diagnóstico precoce entre parentes ou BRCA1/BRCA2 positivo: Procure avaliação desde os 40 anos ou conforme orientação especializada.
  • Homem de qualquer idade com sangue na urina, retenção urinária ou dor relevante: Busque atendimento sem esperar a idade de rastreamento, pois há necessidade de investigar sintomas.

Perguntas frequentes

Homens sem sintomas precisam fazer exame de próstata?
A ausência de sintomas não exclui câncer inicial, que frequentemente é silencioso. Homens sem fatores de risco devem conversar com o urologista a partir dos 50 anos para decidir, de forma individualizada, se PSA e toque retal são apropriados.
Com histórico familiar, quando devo procurar o urologista?
A recomendação é iniciar a avaliação aos 45 anos quando pai ou irmão teve câncer de próstata. Histórico familiar mais extenso ou casos em idade jovem podem justificar conversa desde os 40 anos.
O toque retal dói?
O toque retal é rápido e geralmente indolor. Pode causar pressão ou desconforto passageiro. Informar ao médico sobre dor, fissuras, hemorroidas ou ansiedade ajuda a conduzir o exame com mais conforto.
PSA alto significa câncer de próstata?
Não. O PSA pode subir por aumento benigno da próstata, inflamação, procedimentos recentes e outras causas. O resultado precisa ser interpretado junto com idade, histórico, exame físico e, quando indicado, exames complementares.
O que devo evitar antes do PSA?
Evite bicicleta, motocicleta e esportes intensos por 48 a 72 horas, mantenha abstinência sexual por 48 horas e informe se realizou toque retal, cistoscopia ou outro procedimento urológico recentemente.
A próstata aumentada é sempre câncer?
Não. A hiperplasia prostática benigna é uma condição comum após os 50 anos e pode causar sintomas urinários. Ainda assim, queixas persistentes precisam de avaliação para diferenciar causas benignas, infecciosas e tumorais.
Quando a biópsia de próstata é necessária?
A biópsia pode ser indicada quando PSA, toque retal, ressonância ou outros dados levantam suspeita. Ela coleta fragmentos para análise e só deve ser realizada após avaliação médica e preparo orientado pela equipe.
Depois dos 75 anos ainda é preciso avaliar a próstata?
A avaliação pode continuar quando a expectativa de vida é superior a 10 anos e o paciente deseja seguir investigando. A decisão deve considerar saúde geral, riscos dos exames e possíveis benefícios.

Glossário

PSA
Antígeno prostático específico, substância medida em exame de sangue que pode indicar alterações na próstata, mas não confirma câncer isoladamente.
Toque retal
Exame físico rápido realizado pelo urologista para avaliar características da parte acessível da próstata.
HPB
Hiperplasia prostática benigna, aumento não canceroso da próstata que pode provocar sintomas urinários.
Ressonância multiparamétrica
Exame de imagem detalhado que ajuda a localizar e caracterizar áreas suspeitas na próstata.
Biópsia
Procedimento que retira fragmentos da próstata para análise microscópica e confirmação diagnóstica quando indicado.
Vigilância ativa
Acompanhamento estruturado de um câncer de baixo risco, com exames periódicos e tratamento se houver sinais de progressão.

Referências

  1. Exame da próstata deve começar a partir dos 40 anos
  2. Por que devo fazer o exame da próstata aos 50 anos?
  3. Exame de próstata: como é feito e importância
  4. Idade ideal para fazer exame de próstata: saiba a verdade!
  5. NOTA TÉCNICA Nº 9/2023-COSAH/CGACI/DGCI/SAPS/MS
  6. Prática Médica, Medical Suite, Einstein
  7. PROTOCOLO CLÍNICO SETORIAL, Portal Gov.br
Ruston Louback

Escrito por

Ruston Louback

Dr. Ruston Louback - Urologista

Formação dedicada a Urologia e Cirurgia oncológica. Mineiro de Manhumirim-MG, realizei minha formação acadêmica em São Paulo e Rio de Janeiro e trouxe para Manhuaçu e região o que há de mais moderno no tratamento de problemas urológicos e oncológicos.

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